Elegia

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O entrós entanguido d´uma hora somnolenta
E anchilosada,
D´uma hora somnolenta e silente.

... e anchilosada, o entrós

- Compassando o adágio d´uma hora de ócio,
Vibrou n´alma, n´archaboiço do castelo
- A tinta azul dos teus olhos úvidos
Fôra assim concebida...
P´lo intento de aos céus colorir.

Sigo à 113 página: ei-lo imponente,
Monumental...
É que me faz medo o teu...
Tem, pois, a paragonia do crepúsculo
Na nímia undação da águas.
E a fleugma horologial, incontada
D´esta hora imensa...

E o castelo, já, tem mesmo a mudez
Tantaneada do tempo - um e outro segundo
- Um calefrio no cavername do eterno...
Elle cresce e dilata
E empós apouca e encoucha
Na toada monótona do meu pesar.

Eu o sei: é livro de viagens
- Apenas isto!-
Que a tua ternura deixou-me
Quando partias.