Bucólicas, ( XX )

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À Lívia


Eu não sei, Senhora, se o bem que sinto
O dessora tuas delicadas mãos de absintho
Quando me afagas a rude touta escalavrada

Ou se um tal enlevo de graça divinal,
Que nele gozo todo amor e bem e todo mal
Quando à quiba face macerada

Há tocado o alvo fuste adamantino
Dos teus finos, frágeis dedos pequeninos
- Se um tal enlevo de graça divinal

Que te aurela e toda te espiritualiza,
O encanto que aos anjos, lá-alto, diviniza
Dando-te, fazendo-te pulchra flor imortal

D´Amor, tressua d´ulótrica coma olorosa
Como d´exótica corola perfumosa
Quando a desenastras sobre mim.