Bucólicas, ( XXXVIII )

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Aqui, ante tuas margens cristalinas,
Houvera das plúmbeas horas acres
As que como as d´outrora opalinas
Águas d´uns laivos lassos tocassem.

Há rúbidas rutilâncias algentes
Tremeluzindo fulgor de alabastros...
No Hélicon, dos mármores, dos astros
Fragrâncias de hálitos dolentes.

Contam de ti lendas priscas e várias.
Antes, de ti, que a caudal suave, lenta...
Tinham esplêndidas cores hialinas!

Aqui, ante tuas margens cristalinas,
Ressumbram cores que a aurora inventa,
Ouvem-se cânticos, hosanas e árias.