Na Linda Extrema do Parque

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A Primavera tem dias longos,
Demorados na tépida indecisão
D´uma hora imensa, incontada,
Perdida na modorra lânguida,
Lenta e preguiçosa do Sol
Que rola, vadio e ébrio de somno,
Sobre a enxerga suja e convoluta
Dos Céus.
Então, cá-embaixo, o vulto amodorrado
Das cousas deixa-se ficar esquecido
N´um ricto de abandono e desolação,
Tangendo a aldrava ferrugenta
Das vésperas
À porta surda e troviscada
D´um Borracho.